ATITUDES DA FAMÍLIA PARA COM O DEPENDENTE
 

l. A família é a peça principal na recuperação de um dependente químico.

2. O apoio e a compreensão da família são fundamentais para ajudar o dependente.

3. A reunião da família tem como objetivo maior mostrar a necessidade de freqüentar as reuniões e orientar o dependente a encontrar o caminho de volta para uma vida digna.  Esse caminho é     único: JESUS CRISTO.
A Bíblia na edição revista e atualizada em João l4:6, preceitua: “Respondeu-lhes Jesus: Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao PAI, senão por mim”.

    A reunião em família tem também como objetivo a conscientização de como lidar e ajudar o dependente a sair da vida de drogas.

4. A família tem que aprender a adquirir novos hábitos em sua vida, como, por exemplo, deixar de fumar, de beber socialmente, pois isso é uma grande mentira.

5. Na reunião da família, é exposto e esclarecido que:

a) um dependente inconsciente é o que bebe e fuma socialmente; ele está se enganando, pois o cigarro e a bebida são drogas lícitas, podendo obtê-las em qualquer esquina;

b) a família deve apresentar-se e debater os problemas relacionados ao comportamento do dependente;

c) são esclarecidas dúvidas sobre a internação e o funcionamento das
Chácaras;

d) temos orientadores para cada caso, capazes de esclarecer todas as dúvidas;

e) a família é importante para o dependente, pois ele é um doente físico, emocional e espiritual:

  • doente físico: o dependente deixa de se alimentar, deixa de fazer sua higiene pessoal e torna-se uma pessoa acabada fisicamente;
  • doente emocional: o dependente muda totalmente seu comportamento, tornando-se uma pessoa agressiva, mudando assim seus valores e seu comportamento;
  • doente espiritual: o dependente por suas fraquezas físicas com o emocional, é tomado pelos demônios que invadem sua mente e seu corpo; assim é levado a cometer atos descontrolados, o pecado tomou conta de sua vida. Diz o livro dos Salmos, l03:3 (Bíblia revista e atualizada):

        “Ele é quem perdoa todas as tuas iniqüidades; quem sara todas as tuas enfermidades”;

f) que o caminho não é lamentar, mas partir para uma solução do problema, mesmo que às vezes pareça drástica;

g) mesmo depois que o dependente se propõe a largar as drogas, poderá haver problemas para se obter novamente um relacionamento normal da família e na sociedade;

h) há necessidade de entendimento da família para o difícil recomeço; ambas as partes deverão partir para uma nova vida. A compreensão, a paciência e a fé em Deus que dará a Graça para alcançar essa nova vida transformada na palavra de Deus.

     (A Bíblia revista e atualizada), em Provérbios, l9:23, preceitua:
 
“O temor do Senhor conduz à vida; aquele que o tem ficará satisfeito, e mal nenhum o visitará”;

i) ao viver com um dependente, ao longo do tempo, há muitas dores e problemas que afetam diretamente cada membro da família, e a convivência diária com o dependente tem-nos mostrado que, diante de suas necessidades e fraquezas, a família fica em segundo plano, o que não deve acontecer;

j) a família não deve dramatizar o fato, mas encará-lo com a objetividade necessária para uma boa resolução;

l) pode ocorrer pressa na procura de tratamento para o dependente; muitas vezes, a solução não é imediata. A família tem que buscar a cura de suas emoções, para não entrar em desespero e buscar em Deus forças para vencer as dificuldades. O livro de Salmos, 37:40 (Bíblia revista e atualizada) dispõe: “O Senhor os ajuda e os livra; livra-os dos ímpios e os salva, porque nele buscam refúgio.”

6. A partir da primeira reunião, mostra-se que a família não deve anular-se, nem viver tão-somente em função do dependente;

7. A família deve aprender a conviver com o dependente, sabendo que ele é uma pessoa especial, em busca de uma nova vida; isto não significa pactuar com suas ações e atitudes erradas, mas amá-lo de coração.

8. A reunião da família tem ajudado muitas famílias a encontrar soluções que as levam a conviver melhor com o dependente.

9. Muitas soluções dependem da própria atitude da família, de como é colocado o problema em busca de sua verdadeira perspectiva, pois se verifica que o dependente perde o poder de dominar seus pensamentos e sua vida.

l0. Com amor, pode-se ajudar na recuperação do dependente; amar, porém, não significa ser apenas bondoso: às vezes é preciso ser exigente e firme nas atitudes a serem tomadas. A família muitas vezes tem que ser dura, tomar decisões firmes, sem vacilar para não se envolver emocionalmente com as chantagens provocadas pelos dependentes.

ll. A participação de toda família nas reuniões semanais é muito importante para a solução mais rápida do problema, tornando, assim, mais fácil restabelecer a harmonia na família.
     Provérbios, 24:11 e l2 (Bíblia revista e atualizada) determina: “Livra os que estão sendo levados para a morte, e salva os que cambaleiam indo para serem mortos”.

l2. A família deve estar consciente de que não é perfeita, tem suas turbulências e conflitos, devendo minimizá-los o máximo; se há nos lares um ambiente sadio e agradável no relacionamento interpessoal, tapam-se todas as brechas para que o dependente liberto não volte a ser um viciado e os que não são viciados não desejem entrar nesse caminho.

l3. Os pais devem trabalhar com a prevenção, orientando seus filhos sobre o mal que o vício causa, principalmente na pré-adolescência e adolescência; devem ser amigos e companheiros em todos os momentos. Sua ajuda e orientação são fundamentais para a recuperação do viciado e prevenção dos demais.

                                                        Aristeu de Oliveira